Arte tailandesa.
Nesses dias eu assisti dois dos filmes de artes marcias mais comentados na internet ultimamente. Dois tailandeses e dirigidos por Prachya Pinkaew. O mais antigo, “Protector” e, o lançado esse ano, “Chocolate”. Como todo filme de arte marcial que se preze, os roteiros de ambos não servem nem pra embrulhar peixe. Mas quem curte esse tipo de espetáculo quer mais é ver porrada e nisso os dois se garantem muito bem.
“Protector” ou “Tom yum goong”. Mas pode chamar de não mexa com um elefante tailandês. A estrela do filme é Tony Jaa, que dizem ser o tal dos filmes de pancadaria atuais. O forte do Jaa são seus pulos. O sujeito voa longe e tem um certo prazer em acertar seus oponentes com os joelhos. O filme começa devagar. Muita historinha até primeira luta. Confesso que me decepcionei com as primeiras lutas e achei que tinha sido vítima de mais uma onda www. Porém, as coisas vão melhorando.
Tem se falado muito de um plano-seqüência de lutas dentro de um prédio. Parece que a preparação para o take que valeu demorou mais de dois meses. Impressiona, mas se levou tudo isso foi trabalho à tôa. A ação perde impacto num plano desses - pelo menos da maneira que foi realizado.
As lutas melhoram bastante depois que um templo pega fogo, não vou nem tentar explicar a história. O homem-sapo, Jaa, mostra que sua fama não é falsa. Ele mostra força e carisma. Na luta final é muito engraçado vê-lo lutar com um grandalhão que tem o dobro do seu tamanho.
“Chocolate” é superior. Como em “Protector”, a pancadaria demora um pouco mais que o necessário. (Seria essa uma característica tailandesa?) Esse filme vale por ter no papel principal uma atriz, JeeJa Yanin. Além de lutar, ela interpreta uma criança autista, o que torna tudo mais bizarro. O filme tem esse nome por que a garota adora comer confetes.
Como a protagonista é mulher, as lutas apostam mais na agilidade do que na força. Yanin parece de plástico em alguns momentos. Acho que isso torna as coreografia mais interessantes. Me lembrou em várias cenas o Jackie Chan em sua melhor fase. Claro que JeeJa não é Chan, mas ela dá conta do recado muito bem.
Parece que os chineses não são mais os donos do pedaço nas artes marcias. Esses tailandeses mostram talento pra tomar conta do mercado. Agora os china se dedicam a pancadaria com romance, belas paisagens, figurinos e histórias épicas. Já os tai preferem imitar o que era feito nos anos 70, porrada crua, sem dublês, sem fios e uma câmera ágil. Hoje, os tailandeses são os novos chineses.




gostei do tema velho tarado