2 filmes.

•6 Setembro 2008 • 3 Comentários

Right at Your Door - Filme de paranóia. Eu gosto quando os personagens ficam presos numa casa. É isso que acontece aqui. Bombas sujas explodem em L.A., um homem se tranca em casa, mas sua mulher não tem a mesma sorte. Fica do lado de fora. Agora o sujeito abre a porta? Ou pensa em si? De realização simples, com elenco afinado - Rory Cochrane, mal aproveitado no CSI Miami, encabeça - e uma direção segura. Chris Gorak faz sua estréia como diretor, pavimentou sua carreira como diretor de arte de bons filmes, como Clube da Luta. Gorak ainda assina o roteiro que guarda uma surpresa especial no final, como nos bons filmes de paranóia. Vale uma olhada.

Stop-Loss - Soldados voltam da guerra, mas não conseguem dar baixa. São mandados de volta contra sua vontade. Kimberly Peirce, diretora de Meninos não choram, volta ao longas metragens, depois de passar um tempo na série L word. Desta vez o foco é nos garotos e na guerra do Iraque. Particularmente, eu não gosto do Ryan Phillippe, o principal nome do elenco. Ele faz muita força para pouco efeito. Apesar da MTV entrar como produtora, o roteiro é bem esquemático. Mesmo misturando mídias - imagens de vídeo pontuam a história -, não conseguem tornar o filme “jovem”. Pierce poderia ter se inspirado nos filmes libertários dos anos 70 pra dar o tom e a gurra ganharia mais força se fosse em flashbacks. No final, nada de novo, a guerra é ruim e o presidente um idiota.


Samurai Jack, segunda.

•30 Agosto 2008 • 1 Comentário

A primeira temporada do Samurai Jack é a clássica. Muito superior a segunda. No primeiro ano as aventuras do samurai perdido no tempo tem um ar mais adulto, mesmo sendo um desenho para crianças. No segundo, as tramas ficam infantis e Jack menos feroz. Alguns episódios ganham um ar surreal demais, como em O dragão que peidava, ou em Jack está nu.

Mesmo sendo inferior, a segunda temporada está acima de muitos desenhos que vejo na televisão. O espírito de se contar uma história apenas com imagens se mantém. Assim como as cores e a qualidade dos movimentos. Isso está ligado ao fato de que os storyboarders trabalham em conjunto com os roteiristas. Desse modo, no momento de criação das histórias elas já nascem como imagens.

Nesse segunda temporada temos menos batalhas, o que é uma pena. Ver Jack destruir robôs fazia parte da minha diversão ao ver cada novo episódio. Espero que o pique retorne na terceira.

Robert De Niro & Elmo.

•28 Agosto 2008 • 1 Comentário

Johnny Cash & Miss Piggy.

•28 Agosto 2008 • 2 Comentários

Encarnação do demônio.

•28 Agosto 2008 • 2 Comentários

Engoliram Zé do Caixão. O personagem do Mojica não é mais o mesmo. Se perdeu. Foi-se o encanto. Em sua nova aventura ele se torna um clichê dele mesmo. É um velho barbudo, louco que não corta as unhas. Acabou o mito.

O primeiro golpe está no roteiro. Transpor a figura para a cidade grande foi um erro. Zé do Caixão tem poder naquelas cidades pequenas, com uma igreja na praça, onde as mulheres vestem saias e não cortam o cabelo. Depois colocaram personagens tão cruéis quanto ele para persegui-lo. Um padre sádico opus dei e um policial que mata criancinhas. Esses caras são reais, vemos no noticiário. Isso enfraquece o Zé, que é irreal.

O segundo golpe é do tempo. Mojica vem de outro tipo de cinema. Tem outro ritmo de filmar. Ele é cru, muitas vezes ingênuo, simples. Empetecar isso com uma belíssima fotografia, figurinos Herchcovitch, edição modernosa, é uma contradição. Seria melhor que outra pessoa tivesse dirigido. No passado, Mojica convencia pessoas comuns de que cinema era divertido, que dava fama e dinheiro. Fazia cinema com poucos recursos, era possível. Hoje não é mais. Agora, tem que convencer políticos e publicitários de que seu cinema é viável. Foi a magia, entrou o negócio.

O filme começa muito bem. A abertura é demais, com o diretor da prisão com medo de libertar Zé das grades. Essa seqüência é o melhor do filme. Depois fico com a impressão de que a história demora pra acontecer. Falta ritmo. A morte de Jece Valadão talvez tenha contribuído para isso, mas não pode ser a única culpada. Dava pra cortar muita coisa. As cenas de tortura, sangue e abusos são boas, agradarão os fãs do estilo. Só que estão perdidas no meio de uma trama que pouco diz.

Acho que tem um momento que resume bem o que senti. Num dos delírios do Zé do Caixão, ele se vê num inferno. Toda a ação é bem produzida. Efeitos de imagem, efeitos de fotografia, figurinos, maquiagem. No meio disso, vemos um homem costurar a boca de uma mulher. Fio, linha, agulha passando pela pele. Só que o sujeito está com luvas. Luvas de tatuador, daquelas cirúrgicas. Luvas que quebram tudo que foi criado pra ser terror. Luvas que apagam a imaginação.

E é incrível a força que as imagens dos filmes antigos do Zé ainda tem. Quando elas aparecem em flashback o filme se torna outro. Fica claro que é ali que o personagem se encontra, que ele vive. São muito mais belas que qualquer uma desse novo. Uma pena que não deixaram Mojica filmar essa história antes, seria mais um clássico. Filmada hoje, é um prego no Caixão.

Dexter, três.

•27 Agosto 2008 • 3 Comentários

promete…

Mad Men, primeira temporada.

•26 Agosto 2008 • 3 Comentários

A primeira temporada de Mad Men é muito boa. A série mostra os bastidores de uma agência de publicidade nos anos 60. Se ficasse só nisso já seria interessante, mas ainda acompanhamos também as mudanças na sociedade. A sexualidade libertada pela pílula, a mulher entrando no mercado de trabalho e as mudanças que a tecnologia provoca na sociedade. A curiosidade fica por conta das diferenças e semelhanças entre os dias atuais e os saudosos anos 60. Muitas vezes me pergunto se mudamos pra melhor.

Posso dizer que meu personagem preferido é o da esposa perfeita Betty Draper, interpretada por January Jones. Seus conflitos são bem mais interessantes que qualquer uma das Desperate Housewives. Vale conferir como seu personagem ganha peso com o passar dos episódios.

A segunda temporada já começou e eu estou baixando aos poucos. Pelo que ouvi falar, só melhora. Pra quem gosta de televisão, a opção é baixar. Não sei quando vai passar por aqui no Brasil.

mariposa.

•26 Agosto 2008 • Nenhum Comentário

fora do ar.

•16 Agosto 2008 • Nenhum Comentário

Ficarei fora do ar por uns dez dias.
Todos temos - e merecemos - um pouco de férias.
Espero voltar renovado.
Para não deixar o silêncio, mais uma fita.

Mixwit

Mad Men s01 e09.

•14 Agosto 2008 • 2 Comentários